Archive for the ‘1.7. Memórias internas’ Category

As perguntas mais frequentes

26 de Setembro de 2012

Por que você é tão séria? Por que tanto silêncio? Você está brava? Por que você não se interessa por trabalhos domésticos? Você está bem? Você sorri? Qual foi a última vez que você fumou? Conseguiu? Não? Você está chegando? Já falou com tal pessoa? Você pode vir? Por que você tá enchendo o meu saco? Por que você não viaja pra fora, pra se descobrir? Ainda não saiu da cama? Por que não aprende a fazer um bolo? Por que não bebe mais um pouco? Por que você é tão mal humorada? Você não sofre com isso? O que você sonhou hoje? Por que você roeu a unha? Pode dividir em quantas vezes? Por que tanto orgulho? Sabe o caminho pra sua casa? Por que você não põe um batom? Seus pais estão bem? Já descobriu o que fazer da vida? Quando vai tirar a carta de motorista? Você tem sentimentos? Teve infância? Por que você não volta para a igreja? Você reza todas as noites antes de dormir? Vai voltar que horas? O que você vai fazer hoje? Do que sente saudade? Qual a saída para a Paulista? Esse ônibus passa no Brás? Vai pro metrô hoje? Será que vai chover? Quais pendências de hoje? Por que as pessoas são tão egoístas? Vamos fazer uma banda? Vamos almoçar juntas amanhã? Você tá falando a frase todo dia? Qué uma bolacha? Quando a gente vai viajar? Hoje tem jogo? Gravou?

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Infância, presente, futuro

23 de Agosto de 2012

Lembrar de sensações quando se é criança, do vento, do corpo, é tão assustador. A liberdade atual não é íntima, o limite permanece subtendido. O conforto almejado é o objetivo de vida. Isolamento macio e limpo, silencioso, sem pressão ou prazos. Penso sobre minha vida e permaneço como criança, ansiosa e medrosa. Fecho os olhos, sinto o vento no rosto e lembro como eu aproveitava os momentos da infância. Fecho os olhos e volto ao presente com a mesma intenção de aproveitar meu tempo. Meu limite precisa desaparecer.

Frase

16 de Junho de 2012

Distração diária.

Perfil do Facebook “Humor Inteligente”

A dança

8 de Novembro de 2011

O vento gelado passou o rosto em minhas pernas. Senti um calafrio e imediatamente quis sentir o calor das suas pernas. Foi ontem mas poderia ser há um ano e seria o mesmo sentimento, saudades eternas e intensas. Quero sempre sentir pressa para o encontro das nossas pernas. Elas dançam, independente de nós. Elas criam vida quando o toque é sentido, é o alimento que as faz renascer. A dança as nutre. Saudade é a sobremesa. Quando juntas, andam, saem do lugar e nunca se cansam. Se houver exaustão, um repouso silencioso é uma boa alternativa. Elas correm, buscando o fim de semana. O vento gelado foi uma foto que me fez lembrar de você.